Bancários de Patos de Minas e região aderem à greve nacional da Caixa por tempo indeterminado

Empregados rejeitaram proposta apresentada pelo banco e aprovaram greve geral por prazo indeterminado em busca de avanços nas condições de trabalho

Os empregados da Caixa Econômica Federal de Patos de Minas e região iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada durante as assembleias realizadas nos dias 3 e 4 de setembro, quando os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelo banco e aprovaram a paralisação.

A greve também ocorre em outras bases sindicais do país e integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026, em meio às negociações entre os trabalhadores e a Caixa por avanços nas condições de trabalho, melhorias nos direitos e valorização profissional.

Na base sindical de Patos de Minas e região, a proposta apresentada pela Caixa foi rejeitada por ampla maioria. Foram 82 votos pela rejeição, 15 pela aprovação e duas abstenções.

Entre os trabalhadores que rejeitaram a proposta, 43 votaram pela deflagração da greve, enquanto 39 defenderam a continuidade das negociações sem paralisação.

Com a decisão, a greve teve início à zero hora desta quinta-feira (10) e será mantida por tempo indeterminado, até que novas assembleias da categoria avaliem os próximos passos do movimento.

Saúde Caixa está entre os principais pontos de preocupação

Durante as discussões, a representação dos empregados voltou a destacar os problemas que levaram à rejeição da proposta, especialmente aqueles relacionados ao Saúde Caixa.

Os trabalhadores também reforçaram que a pauta de reivindicações apresentada à instituição desde junho é extensa e envolve diferentes aspectos das condições de trabalho e da valorização dos empregados.

Até o momento, a Caixa não apresentou uma nova proposta. O banco, porém, se comprometeu a dar continuidade às negociações e marcou uma nova mesa de negociação para a manhã desta quinta-feira (10).

Greve não encerra as negociações

A decisão pela paralisação não significa o encerramento do processo de negociação. Para os empregados, a greve é um instrumento de mobilização e pressão para que a Caixa avance nos pontos reivindicados pela categoria.

Outro ponto destacado nas negociações é o fim da chamada ultratividade, decorrente da reforma trabalhista. Com a rejeição da proposta nas assembleias, a representação dos trabalhadores informa que, neste momento, nem a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) estão vigentes.

A expectativa é que as negociações avancem e que uma nova proposta seja apresentada aos empregados para avaliação em novas assembleias.

Atendimento nas agências

A paralisação poderá provocar alterações no funcionamento e no atendimento presencial das agências da Caixa em Patos de Minas e região, de acordo com a adesão dos empregados ao movimento.

Os clientes devem ficar atentos ao funcionamento das unidades e, sempre que possível, utilizar os canais digitais e demais alternativas de atendimento disponibilizadas pela Caixa.

O Sindicato dos Bancários de Patos de Minas e Região acompanhará o andamento das negociações e manterá os trabalhadores informados sobre as próximas decisões da categoria.

Banco do Brasil

Na mesma rodada de assembleias, os empregados do Banco do Brasil também rejeitaram a proposta apresentada pelo banco. Foram 60 votos contrários e 33 favoráveis.

Apesar da rejeição, os trabalhadores decidiram pela continuidade das negociações, sem aprovar a deflagração de greve.

Entre os empregados que rejeitaram a proposta, 39 defenderam a continuidade das negociações, enquanto 13 votaram pela greve e oito se abstiveram.

Bancos privados

Nos bancos privados, a proposta apresentada foi aprovada pela maioria dos trabalhadores da base sindical de Patos de Minas e região.

Foram 50 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção.

A decisão mantém, portanto, situações distintas entre os segmentos bancários na base sindical, com os empregados da Caixa em greve por tempo indeterminado, os trabalhadores do Banco do Brasil mantendo as negociações e os bancários dos bancos privados aprovando a proposta apresentada.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Patos de Minas e Região

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