Assinatura do acordo de PLR marca início da Campanha Específica dos funcionários do BNDES

Acordo mantém teto de 4,5 salários e modelo baseado em metas; representação dos trabalhadores já cobra mudanças no modelo da PLR e inicia negociações da pauta específica de reivindicações

A assinatura do Acordo Coletivo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos funcionários do Sistema BNDES marcou o início da Campanha Específica 2026. O acordo mantém o teto de pagamento equivalente a 4,5 salários e preserva o modelo de distribuição vinculado ao cumprimento de metas, aprovado em assembleia pelos trabalhadores.

Logo após a formalização da PLR, representantes dos trabalhadores e da direção do banco realizaram a primeira rodada de negociação da pauta específica de reivindicações da categoria.

Durante a reunião, também foi definido o cronograma das próximas mesas de negociação e a ordem dos temas que serão debatidos. As discussões começarão pelas cláusulas sindicais, seguidas pelos temas de saúde e segurança, cláusulas gerais, direitos trabalhistas, cláusulas institucionais, vale-transporte e aplicação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Paralelamente, serão discutidas as novas cláusulas aprovadas nas plenárias dos funcionários, que abrangem saúde, educação, diversidade, carreira, remuneração e governança.

Um dos principais pontos levantados pela representação dos trabalhadores é a necessidade de revisar o modelo de distribuição da PLR. Segundo os dirigentes sindicais, o formato atual, totalmente vinculado ao desempenho por metas, pode gerar distorções entre diferentes áreas do banco.

“A assinatura do acordo garante a manutenção da PLR, mas seguimos preocupados com o atual modelo de distribuição. Queremos iniciar desde já um debate com o banco para construir uma nova modelagem, que amplie a distribuição e ofereça mais garantias ao funcionalismo. Já tivemos situações em que setores inteiros ficaram sem receber ou receberam valores inferiores por não atingirem determinadas metas. Esse não é um modelo justo para os trabalhadores”, afirma Vinícius Assumpção, vice-presidente da Contraf-CUT.

As próximas reuniões entre a representação dos trabalhadores e o banco já estão agendadas para os dias 7 e 11 de agosto, ambas em formato virtual. A expectativa é avançar na negociação da pauta específica e manter o funcionalismo informado sobre cada etapa do processo.

A Contraf-CUT, em conjunto com os sindicatos e as entidades representativas dos empregados do Sistema BNDES, acompanhará todas as negociações e divulgará os desdobramentos da campanha. Conforme a evolução das discussões, poderão ser convocadas novas plenárias e assembleias para debater os temas em negociação e deliberar sobre os próximos passos da mobilização.

Fonte: Contraf-CUT

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