Evento realizado em 22 de outubro contou com presença de diretores do Sindicato dos Bancários de Patos de Minas e Região
A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG) realizou no último dia 22 de outubro, o Seminário de Saúde da Fetrafi-MG, com debates sobre a participação dos trabalhadores nas políticas de saúde, a gestão adoecedora nos bancos e o direito à saúde na categoria bancária. O evento se estendeu durante todo o dia e contou com a participação de dezenas de trabalhadoras e trabalhadores das bases dos oito sindicatos filiados à Fetrafi-MG.
O evento contou com a participação de quatro diretores sindicais patenses: o presidente em exercício César Roberto Rodrigues, o Secretário de Saúde Renato Clementino, a Secretário Geral Magna Vinhal e o Secretário de Formação Sérgio Marola.
O presidente da Fetrafi-MG, Carlindo Dias (Abelha) destacou que eventos como este são fundamentais para fortalecer a luta por direitos. “É muito importante estarmos fazendo esse Seminário de Saúde porque nos dá muita força, elementos e dados, para termos mais conhecimento na hora de negociar com os banqueiros”, pontuou.

O mecanismo adoecedor
“Os programas de metas, de gestão dos bancos, têm um método, não é aleatório. E o adoecimento é uma consequência dessa visão. É um sistema racional de extração de resultados e, para chegar a eles, é preciso controle total sobre os trabalhadores. Isto inclui monitoramento, metas abusivas, assédio e medo”, explicou Mauro Salles, secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT).
Mauro apresentou exemplos específicos de métodos utilizados pelos bancos para a vigilância de bancárias e bancários, com pressão diária que gera resultados previsíveis: afastamentos por transtornos mentais, uso de medicação controlada, isolamento e desconfiança entre colegas.
O dirigente da Contraf-CUT afirmou que a categoria bancária se destaca entre os trabalhadores brasileiros nos dados sobre saúde mental. Em 2024, 51,8% dos afastamentos de bancários foram devido a transtornos mentais. Apesar disso, os bancos insistem em transferir a culpa para um problema social e multifatorial, não relacionado diretamente ao trabalho bancário.
Ele também apontou como a tecnologia é utilizada como mecanismo adoecedor, relembrando a demissão de 1.000 funcionários do Itaú. “A vigilância é total. A cobrança não vem mais de um chefe físico, mas de um software que nunca dorme”, ressaltou.

Fonte: Fetrafi-MG, Sintraf-JF e Seeb-BH



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