Fetrafi-MG participa da I Conferência Nacional por IA com Direitos Sociais

Os dirigentes da Fetrafi-MG Helberth Ávila, Carolina Gramiscelli e César Roberto Rodrigues, que também é presidente do Sindicato d@s Bancári@s de Patos e Região, participaram da 1ª Conferência Nacional por IA com Direitos Sociais, promovida no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e na Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo (São Paulo), nos dias 2 e 3 de outubro.

Promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em parceria com o Instituto Nacional por Inteligência Artificial com Direitos Sociais (INIADS Brasil), a conferência é um passo adiante na articulação entre tecnologia e direitos sociais, colocando os trabalhadores e as trabalhadoras no centro das decisões sobre a regulação da IA.

Na programação muitas palestras, debates e emoções, como as homenagens ao professor e economista Ladislau Dowbor e ao deputado estadual por SP, Eduardo Suplicy.

Setor bancário

O presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Gheorge Vitti, apresentou o painel “Inteligência Artificial, Bancos e o Futuro do Trabalho”. Ele destacou como a Inteligência Artificial (IA) e a IA Generativa (GenAI) já estão transformando o setor bancário, especialmente no Brasil, com o aumento dos investimentos em tecnologia, a reconfiguração dos canais de atendimento e a centralidade da IA como motor de inovação e eficiência.


Durante sua apresentação, Vitti também alertou para os impactos desta transformação no emprego bancário, trazendo dados sobre a evolução das ocupações em tecnologia e sobre a redução de funções tradicionais. Ele ressaltou a necessidade de políticas de qualificação profissional, mitigação de riscos e regulação responsável da IA, mencionando o PL 2.338/2023 e o Plano Nacional de Inteligência Artificial.

Na tarde desta sexta-feira (3), a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidente da CUT Nacional, Juvandia Moreira, participou ao lado do diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, da mesa “A luta por direitos sociais e sindicais na era da inteligência artificial”, durante a Conferência realizada na UFABC, em São Bernardo do Campo.

Juvandia ressaltou que a inteligência artificial é uma tecnologia disruptiva, que carrega vieses históricos e já impacta fortemente o mundo do trabalho. Ela defendeu a necessidade de regulamentação no Brasil para proteger empregos, garantir negociação coletiva e limitar o monitoramento excessivo sobre os trabalhadores.

Presente no evento, Carolina Gramiscelli comentou sobre o impacto da falta de regulamentação da IA no trabalho bancário. ““A regulamentação não tem que ser uma coisa só de papel, ela tem que ser efetiva porque, por exemplo, nós bancários estamos sendo extintos por causa desses bancos digitais e implementação de inteligência artificial sem regulamentação” afirmou Carolina.

(Com Informações Contraf-CUT)

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